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Projeto de aquaponia atende tribo acometida pelo desastre de Mariana

01.09.2017

A Professora Lilian Teixeira, do Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal (DTIPOA), está desenvolvendo um projeto de aquaponia voltado para atender as pessoas acometidas pelo rompimento da Barragem da Samarco (Vale/BHP Billiton).
 
A aquaponia é a simbiose da criação de plantas e peixes. Utilizando dessa prática, tem-se o reaproveitamento da água e dos nutrientes. O nitrogênio excretado pelos peixes é aproveitado pelas plantas, que a filtram. Trata-se portanto de uma produção sustentável. Outra vantagem é o fato de se ter um controle maior sobre o que está sendo produzido. 
 
 
Os trabalhos e pesquisas na área tiveram início no ano passado. O projeto conta também com a contribuição de alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola. Segundo a professora Lílian, seu maior desafio tem sido manter o equilíbrio dos sistemas aquapônicos.
 
Tribo Krenak 
 
A tribo indígena Krenak, que vive na cidade de Resplendor, Minas Gerais, foi uma das populações afetadas pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015. 
 
O lamaceiro que invadiu as águas do Rio Doce impediu os membros da tribo de continuarem se alimentando dos peixes do rio, já que eles não têm mais garantia do que estão consumindo. Outro elemento muito afetado pela tragédia foi o cultivo de plantas medicinais, parte da cultura da tribo. 
 
A produção dessa aquaponia será direcionada a atender os Krenak. Trata-se de um sistema multitrófico para cultivo de plantas medicinais e produção de peixes para alimentação familiar. A espécie de peixe utilizada na estrutura aquapônica no momento é a Tilápia. A previsão é de que os sistemas sejam montados em outubro deste ano.
 
“Como a verba para a realização do projeto é limitada, conseguiremos montar no máximo dois sistemas. Mas eles servirão de modelo para as demais famílias que se interessarem, pois daremos o treinamento técnico necessário a elas”, explicou a professora.
 
 
A possibilidade de trabalho junto a tribo se deu a partir de uma reunião do Programa Participa, da Pró-reitoria de extensão da UFMG. Por enquanto ainda não há como estimar o tempo que as estruturas irão atender a essas pessoas, o que depende do interesse da parte delas em manter os sistemas.
 
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