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Igarapé sedia evento cirúrgico do projeto AGHA

13.06.2017

A segunda intervenção do Projeto AGHA (Ação Global Homem-Animal) aconteceu em Igarapé, no último sábado, dia 10 de junho. Neste evento, o AGHA contou com uma equipe de 60 pessoas, dentre eles, alunos de graduação e pós-graduação, professores, médicos veterinários residentes, médicos veterinários, estagiários e colaboradores.
 
 
O AGHA é coordenado pelos professores Rafael Resende Faleiros, Luiz Alberto do Lago, Danielle Magalhães de Sousa e Júlio César Cambraia Veado. O projeto, que teve início em 2012, é uma iniciativa dos docentes do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias (DCCV) da Escola de Veterinária. O intuito é estudar questões pertinentes à relação homem-animal. 
 
A intervenção promovida no município de Igarapé integrou o projeto AGHA ao projeto Castração MEC/UFMG, realizado no Hospital Veterinário da Escola, sob coordenação da professora Christina Malm, do DCCV.
 
O AGHA é realizado em três etapas. Na primeira, chamada “evento clínico”, acontece o cadastramento dos animais e seus proprietários, levantamento de dados epidemiológicos e exames clínicos e laboratoriais para selecionar aqueles animais que se encontram aptos a serem castrados. Além disso, atividades lúdicas e palestras sobre saúde pública e guarda responsável são ministradas para os proprietários dos animais.
 
A segunda etapa é o “evento cirúrgico”, em que os cães e gatos selecionados passam pelo procedimento cirúrgico de castração. Os proprietários recebem todos os medicamentos, como analgésicos e antinflamatórios, para uso até a recuperação final do animal.
 
Na última etapa, o “terceiro evento”, os alunos e professores retornam ao município e apresentam ao poder público municipal e à comunidades do município atendido, relatórios com os resultados obtidos durante a realização do projeto. “A relevância social do projeto está justamente nesse retorno que damos à comunidade do nosso trabalho dentro da Universidade. Atuamos principalmente com foco em atender as comunidades carentes”, pontuou a professora Christina. 
 
No evento clínico, que ocorreu em maio, foram atendidos 371 animais. Cerca de 170 se encontravam aptos a passar pela cirurgia, dos quais 115 passaram pelo procedimento.
 
 
O projeto foi realizado em parceria com a prefeitura de Igarapé através do envolvimento da Secretaria de Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), coordenado pela Dra. Lívia Andrade.
 
Segundo o professor Luíz Alberto do Lago, coordenador adjunto do AGHA, a cada realização do projeto há um investimento em torno de 60 mil reais pela Universidade. “Parte desta verba vinha do MEC no início, e agora vem de parcerias com a prefeitura e o restante da UFMG. Os recursos são utilizados para aquisição de material de consumo e equipamentos”.
 
Professor Lago diz ainda que os alunos têm papel principal na realização do AGHA, “além de entrar em contato com os proprietários, eles fazem os exames, a avaliação dos resultados e acompanham a realização das cirurgias, sempre supervisionados pelos seus professores tutores. Esse envolvimento do aluno diretamente com a comunidade atendida, caracterizando o autêntico projeto de extensão, é de fundamental importância para a formação de um bom profissional e do cumprimento do papel da universidade junto à sociedade que legitima”.
 
Para as alunas Débora Miranda e Marina de Almeida, do 7° período de Medicina Veterinária, a importância da intervenção cirúrgica de castração dos animais está no controle populacional dos animais e na experiência que os alunos ganham ao se envolverem com a ação. A aluna Thaís Coelho, do 10° período, já participou de outras edições do projeto e explicou como é o processo anterior à realização do evento, “durante o semestre aconteceram reuniões entre os alunos e professores, em que foi explicado sobre o AGHA. Já para o evento clínico houve um treinamento em três etapas.”
 
 
Grasiele de Assis, dona de dois gatos selecionados para o segundo evento, disse que ficou sabendo da realização do projeto a partir da divulgação feita pela prefeitura. Para ela, a maior contribuição é no controle da proliferação de animais abandonados e prevenção de doenças. 
 
Entenda como funciona o processo de castração
 
Por conta da guarda não responsável e do abandono de cães e gatos, a castração se torna uma ferramenta viável para auxiliar o controle do crescimento do número desses animais nas ruas. No âmbito de saúde pública, a cirurgia traz ainda o benefício de prevenção de diversas doenças, principalmente as zoonoses. 
 
A seleção dos animais aptos é importante para evitar problemas durante a cirurgia, por isso é feita a triagem clínica e o risco cirúrgico. A residente Mariana Zanini explicou um pouco do processo cirúrgico, “O animal precisa estar em jejum hídrico e alimentar por pelo menos 8h. Ele passa pela parte de anestesia e depois é feita a tricotomia da região, ou seja, a retirada dos pelos, além da limpeza, a antissepsia”. Nos machos, o processo de castração é chamado orquiectomia, na qual é retirado o testículo, e dura em torno de 15 a 20 minutos. Nas fêmeas a castração é mais invasiva. A ovariohisterectomia, retirada do útero e ovário, tem duração de 30 a 40 minutos. 
 
 
Depois de castrados, os animais passam pelo pós-cirúrgico e precisam ficar em repouso por 10 dias, fazendo uso dos medicamentos que os donos recebem gratuitamente. Ao final desse período, eles devem comparecer à Vigilância Sanitária, onde o Médico Veterinário avalia os animais e retira os pontos.
 
 
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